sábado, 13 de abril de 2013

Design e Meio Ambiente

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Acaba? Pela primeira vez, partir da crise do petróleo, o meio empresarial foi obrigado a reconhecer que o mundo simplesmente um dia iria acabar. Os recursos iriam esgotar, a matéria prima iria desaparecer, e a industrialização não teria como acontecer. Mas apesar de isto ser datado lá pelo século XIX, as preocupações com o  impacto negativo da ação do homem na terra vieram a surgir no final da década de 60 apenas.

O assunto entrou cedo para a pauta de discussões das organizações profissionais de designers (DENIS, 2000). Em 1960 o papel do designer como “earth-friendly” (amigo da terra) começa a se consagrar, portanto, o público do consumismo moderno ainda rejeitava.
 O ambientalismo da época propunha estilos de vida diferentes, e a opção de participar do sistema político-econômico vigente.  O slogan da hora era “faça você mesmo”, dito assim, os projetos dos designers eram de baixo custo para a fabricação caseira de certos produtos. Havia propostas interessantes de projetos custando menos de US$10. Na visão de muitos o problema era o redimensionamento das relações de consumo. Essas experiências, infelizmente, tiveram pouco impacto sobre a maioria. Após passada a crise do petróleo o consumidor passa ao seu habitual consumismo, no entanto, de maneira mais consciente, especialmente em questão ao petróleo. Isto gera uma nova era de carros. Carros mais compactos e econômicos. No Brasil, a dita situação teve iniciativa em grande escala com o Programa Pró-Álcool. Mesmo assim, o consumo com consciência continuava sendo limitado e a segunda onda de preocupações com o meio ambiente, durante a década de 80, traria uma nova estratégia para esta forma de consumo.
Dispostos a pagar mais caro por produtos menos poluentes e fabricados de forma ecológica, surgem os novos consumidores verdes refletindo no boom de produtos, embalagens, propagandas e estratégias de marketing. O mercado evoluiu tão rapidamente entre o final da década de 80 e o inicio da de 90 que ocasionou a situação paradoxal de engendrar um consumismo verde (DENIS, 2000). Surgiram, pois, mecanismos de fiscalização e certificação.

O consumo e o meio ambiente não são uma questão de alarmismo, pois ninguém tem como propor um crescimento zero como solução. Não existe tecnologia que reverta problemas gerados pela mesma tecnologia, mas existem sim, maneiras de desacelerar a poluição.

Hoje em dia, a moda dos designers é o “design for assembly”. O planejamento do ciclo de vida tornou-se especialmente tarefa do designer. Somos responsáveis pelas atitudes de consumo. Como designers, devemos estabelecer condutas “verdes”. Projetar artigos com propostas de produtos sustentáveis, com uso de materiais não poluentes e de baixo consumo de energia; eficiência de operação e facilidade de manutenção; potencial de reutilização e reciclagem. Um design ecológico! 
 


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